Histórico da Sociedade

HISTÓRICO DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 – MMDC

 

Foi fundada a 7 de julho de 1954. É uma sociedade civil sem fins lucrativos, com propósitos cívicos e patrióticos e de assistência médica, auxílio funeral e assistência junto à Secretaria de Gestão (antiga Secretaria da Criança, Família e Bem estar Social), quanto ao auxílio – PENSÃO DA LEI ESTADUAL Nº 1.890/78, aos veteranos e às viúvas de veteranos, LEI ESTADUAL Nº 3.988/88

Durante mais de 45 anos a sede da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC se situou à Rua Anita Garibaldi, nº 25, no Centro da cidade de São Paulo (vizinha ao Corpo de Bombeiros). Ocorre que, após a revitalização do prédio em 2009, feita pela prefeitura, com a intervenção do Presidente do Tribunal de Justiça, verificou-se que o principal problema do prédio não foi resolvido e infiltrações de águas pluviais causaram grandes estragos ao longo dos anos 2010 a 2014. Solicitamos a intervenção da SubPrefeitura da SÉ para a realização da reforma, complementando-se a revitalização de 2009. Isso não foi feito e, em fins de 2014 não foi mais possível atuar nesse endereço. A Sociedade não tinha mais meios de comunicação: ficou sem o telefone, por causa da umidade nos fios, e sem a possibilidade de usar o computador. Durante 65 dias usamos uma sala no sexto andar do Corpo de Bombeiros. Foi então que, no dia 8 de dezembro de 2014 a sede da Sociedade foi transferida para o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32, conhecido como OBELISCO DO IBIRAPUERA (cuja reinauguração se deu em 9 de dezembro de 2014).

Tem a Sociedade por fim precípuo preservar, na memória do povo paulista, a dignidade e a grandeza do Movimento Constitucionalista de 32. Em cumprimento às suas finalidades a Sociedade propõe-se a:

-Promover eventos cívico-militares e religiosos visando a rememorar os feitos e figuras expressivas do Movimento Constitucionalista de 32, em especial as datas de 23 de maio, 9 de julho, 2 de outubro e 2 de novembro, para cuja organização se valerá do apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo;

-Congregar os sócios em um corpo único, com o intuito de defender, intransigentemente, os interesses coletivos da classe, sem nunca perder de vista a inserção da mesma no campo dos altos objetivos nacionais;

-Promover o entrosamento dos descendentes dos veteranos, oficiais e praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em atividade ou inativos, visto que são herdeiros das tradições da corporação, na sua participação ativa no Movimento Constitucionalista de 32 ;

-Prestar assistência social a veteranos, suas viúvas e dependentes disso carentes, internação hospitalar de acordo com a Lei Nº 5 049, de 22 de abril de 1986, comprovada sua filiação à Sociedade, aplicado ao regulamento da Lei Nº 1890/78. Fornecer material didático aos que estiverem cursando até o 2º Grau; manter o Monumento – Mausoléu do Soldado Constitucionalista, cujo Diretor é o Comandante da Academia de Polícia Militar do Barro Branco e a guarda afeta ao Batalhão da área;

-Imortalizar os despojos dos heróis constitucionalistas no Monumento Mausoléu;

-Organizar e atualizar um Memorial Constitucionalista “9 de julho” e um Arquivo Histórico e Biblioteca do Movimento Constitucionalista;

-Realizar cursos e conferências sobre o Movimento Constitucionalista:

-Promover visitação a lugares históricos do Movimento Constitucionalista;

-Organizar e/ou reconhecer entidades congêneres em outra cidades;

-Manter estreito relacionamento com o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com vistas às suas finalidades;

-Defender o modo de vida brasileiro e as tradições, ideais e interesses da Pátria, em concordância com os preceitos constitucionais, intransferíveis e impostergáveis, atribuídos a todos os brasileiros.

 

A Sociedade Veteranos de 32 – MMDC foi reconhecida de utilidade pública pelo Decreto estadual Nº 5.530, de 14 de janeiro de 1.960 e pelo Decreto Municipal Nº 8.790, de 23 de maio de 1.979.

Quando de sua fundação, os sócios (obrigatoriamente veteranos de 32) reuniram-se no antigo torreão do Pátio do Colégio, por condescendência daqueles que promoviam a demolição do velho prédio, a fim de reconstruírem a Cabana de Anchieta e o Colégio dos Jesuítas, programada para o Quarto Centenário de São Paulo.

Sabiam os Veteranos de 32 o que significavam para São Paulo aquelas ruínas sagradas da capela do Colégio de Anchieta e reagiram quanto à demolição. Houve até ameaças de conflito e os soldados de 32 já se dispunham a ocupar o Pátio do Colégio para lutar novamente, não mais defendendo o torreão onde faziam suas reuniões, mas o próprio chão paulista.

Alguns nomes se destacaram nesta luta: Vilhena, Vilalva e outros que armados de revólveres tentavam evitar o duplo ultraje: a queda do torreão e o desalojamento dos ex-combatentes de 32.

Na época, o venerando e boníssimo padre Pedreira, com toda a sua humildade, não percebia a intriga que estava armada contra os veteranos e, pesaroso, pedia ao então presidente da Sociedade, Mércio Prudente Corrêa, a devolução do torreão para que se processasse a demolição. Delicadamente não foi atendido.

Surgiram tapumes e, mais tarde, os veteranos foram barrados de entrar no torreão. Os restauradores prometiam que salas seriam cedidas à Sociedade Veteranos de 32 após o trabalho de demolição.

Aproximava-se o Quarto Centenário de São Paulo e se notava que da Epopéia de 32 pouca coisa iria sobrar. A incipiente Sociedade cívica dos Veteranos de 32 tinha como meta perpetuar os feitos e fatos do Movimento Constitucionalista, colocando a Revolução na História do Brasil.

Um dia, no Pátio do Colégio, com frio intenso e sob a tradicional garoa paulista, ao relento, tendo como mesa apenas o capô de um automóvel e a luz da rua, sempre com a indefectível vigilância dos agentes do DOPS, realizaram mais uma reunião e depois prosseguiram numa caminhada à Casa de amigos. Mas tudo foi em vão.A demolição aconteceu e a Sociedade ficou desamparada.

 

Convocada pelos veteranos de 1932-MMDC foi realizada na noite de 26 de maio de 1955, no torreão do antigo edifício do Palácio do Governo, no PÁTIO DO COLÉGIO, importante reunião daquela associação. Debateu-se, num clima de ordem e civismo, o veto do governador do Estado ao projeto de lei que concedia 23 milhões de cruzeiros para a conclusão do Monumento do Soldado Constitucionalista. Compareceu grande número de associados daquela entidade, em sua maioria veteranos da revolução, tendo presidido os trabalhos o senhor MÉRCIO PRUDENTE CORRÊA, que fez um apelo ao governo e ao povo para que não deixassem a meio caminho as obras do Mausoléu. Foram formulados vários protestos pelo veto ao projeto de auxílio e, logo em seguida, foi oferecido um voto de aplauso ao vereador PAULO VIEIRA, autor do projeto que concede 20 milhões de cruzeiros às obras do monumento.

Ficou decidido ainda, que a Associação não cessaria seus esforços enquanto não alcançasse seus objetivos, ainda que devesse sair às ruas pedir ao povo fundos para a conclusão das obras.

Falaram diversos oradores, todos exaltando o sentido da obra do escultor GALILEU EMENDABILI, que também se achava presente. O presidente MÉRCIO PRUDENTE CORRÊA destacou a figura do professor BENEDITO MONTENEGRO, presidente da Comissão Pró-Monumento, cuja luta ao longo de tantos anos deveria se transformar, agora, num estímulo aos que desejassem ver de pé a homenagem ao soldado de 32.

GALILEU EMENDABILI, responsável pela grande obra inacabada do IBIRAPUERA, não escondeu sua decepção pelo veto aposto ao projeto que dava origem â reunião. Revelou que a conclusão da obra depende ainda de mais 40 milhões de cruzeiros, mas acredita que a Câmara Municipal, a Assembléia Legislativa, o povo e o próprio Executivo estadual não permitirão que essa ajuda se ausente da homenagem que se quer fazer aos mortos de 32.  

 

Almoço de confraternização dos Veteranos da Revolução Constitucionalista de 1932 no Restaurante da LIGA DAS SENHORAS CATÓLICAS – RUA FORMOSA – VIADUTO DO CHÁ, em comemoração do dia da Fundação da Cidade de SÃO PAULO, no dia 25 de janeiro de 1957. Eram divulgadas as solenidades para a comemoração do “JUBILEU DE PRATA” da Revolução. A Sociedade Veteranos de 32-MMDC estava instalada na Galeria PRESTES MAIA.

 

No dia 27 de junho de 1957 reuniam-se os veteranos de 32, componentes do BATALHÃO “PAES LEME”, na Rua FORMOSA, 367S, 16º andar. A mesa que presidiu a reunião foi composta por FRANCISCO D´ALCÂNTARA QUARTIER, ex-comandante do BATALHAO “PAES LEME”, doutor JOÃO DE DEUS BUENO DOS REIS, JOSÉ ACÁCIO FONTOURA, CONRADO SERGENICHT FILHO e engenheiro RICARDO GUIMARÃES SOBRINHO. Durante a reunião que contou com grande número de ex-combatentes, foram rememorados os principais feitos do batalhão e lidas as atas de antigas reuniões, ficando resolvido o seguinte: 1º – apoiar integralmente o programa organizado pelos veteranos de 32 da MMDC e das rádios emissoras de São Paulo. 2º – comparecimento de todos os componentes do batalhão, às 7:30 horas do dia 9 de julho, na praça JOÃO MENDES, atrás da Catedral, para, incorporados, assistirem a missa das 8 horas. 3º – acompanhamento do cortejo até o IBIRAPUERA, em cujo mausoléu será depositada uma coroa na urna que guarda os despojos de FERNÃO SALES, simbolizando a homenagem do batalhão a todos os seus mortos. 4º – realização de nova reunião, à rua FORMOSA, 367, 16º andar, às 20 horas do dia 3 de julho de 1957, quarta-feira, para a qual ficam convocados todos os integrantes do batalhão.

Foi aí que um prefeito cedeu, a título precário, um desvão de escada na Galeria Prestes Maia. Nesse lugar, a Sociedade Veteranos de 32 MMDC ficou até o ano de 1.969.

 

Primeira reunião do CONSELHO SUPREMO da SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, realizada no auditório “CARLOS DE SOUZA NAZARETH”, na ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, em 19 de maio de 1959. Numa ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, foi eleito para PRESIDENTE DO CONSELHO o doutor JOSÉ AUGUSTO CÉSAR SALGADO. Foram escolhidos como secretários o doutor GERALDO GOULART e FRANCISCO CALDEIRA BELLEGARDE FILHO. Também foi eleito o primeiro presidente da DIRETORIA EXECUTIVA, MÉRCIO PRUDENTE CORRÊA, ficando a data de 23 de maio para a posse do presidente. 

  46 a. falece NELSON DE MORAES LOPES. Em 26 de dezembro de 1969, data de sua morte, ele era o Presidente da Diretoria Executiva da Sociedade Veteranos de 32-MMDC. Em seu lugar assumiu o CAPITÃO Ref MOLINARI, da então FORÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

 

 

Reunião do CONSELHO SUPREMO DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC para a eleição do presidente do Conselho e do presidente da Diretoria Executiva, em 11 de março de 1964. Foi eleito o Dr. LAURO DE BARROS SICILIANO para o Conselho Supremo, assumindo o cargo em 23 de maio de 1964. Para a presidência da Diretoria Executiva foi eleito o General WALDEMIRO MEIRELLES MAIA, assumindo em 19 de março de 1964, em virtude da crise política que assolou o País naquele ano. Essa reunião foi realizada no SALÃO RUI FONSECA, na ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO. O então presidente do CONSELHO SUPREMO, MÉRCIO PRUDENTE CORRÊA, e da DIRETORIA EXECUTIVA, ELÍSIO LEAL, eram demissionários. ELÍSIO LEAL passara a presidência para o Dr. BENEDITO LANG.     

 

Entrada do Sr GERALDO FARIA MARCONDES na Sociedade Veteranos de 32-MMDC, no dia 27 de agosto de 1964, recebendo o número de sócio 5.314. Serviu na Revolução Constitucionalista de 1932 no 5º BC, de QUITAÚNA. O seu comandante na linha de frente era o CAPITÃO ROSA. Na época do movimento passou pelo setor norte: SÃO LUIZ DE PARAITINGA, TÚNEL, FAZENDA BELLA, QUELUZ, PINHEIROS e CRUZEIRO. Ferido em combate, esteve no Hospital Militar do CAMBUCI. O Sr MARCONDES ocupou diversos cargos na Diretoria Executiva da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, inclusive os de presidente do CONSELHO SUPREMO e da DIRETORIA EXECUTIVA. Em 9 de julho de 2002 assumiu o cargo de Presidente da Diretoria Executiva para um mandato de três anos. Em 7 de julho de 2005 deixa a Presidência, sendo substituído pelo CAPITÃO Ref GINO STRUFFALDI, do Exército, combatente de 1932, eleito para o cargo em 27 de abril de 2005. Cumpriu o primeiro mandato até 7 de julho de 2007. Ele nomeou o Sr GERALDO FARIA MARCONDES como DIRETOR DO MONUMENTO-MAUSOLÉU. Em 2006, com sérios problemas de saúde na pessoa de sua esposa, dona JÚLIA, ele pediu demissão do cargo de Diretor do Monumento, cargo esse assumido pelo Professor JOSÉ CARLOS DE BARROS LIMA. No dia 6 de julho de 2007, GINO STRUFFALDI foi reeleito e cumpriu o segundo mandato até 7 de julho de 2009. Senhor GERALDO FARIA MARCONDES perde a esposa, dona JÚLIA, em 28 de dezembro de 2007. Falece no dia 25 de julho de 2008. Seu corpo foi exposto no Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, na noite de 25 para 26 de julho. Foi rezada missa de corpo presente no Monumento e o enterro realizou-se no Cemitério São Paulo, no dia 26 de julho de 2008. 

 

Reunião do CONSELHO SUPREMO da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, no Instituto de Engenharia PALÁCIO MAUÁ, viaduto dona PAULINA, número 80, 8º andar, em 30 de março de 1966. Foram reeleitos para a presidência do CONSELHO SUPREMO o dr. LAURO DE BARROS SICILIANO e para a presidência da DIRETORIA EXECUTIVA, o general WALDEMIRO MEIRELLES MAIA.  A posse dar-se-ia em 23 de maio de 1966 para o biênio 1966/1968.

 

Reunião do CONSELHO SUPREMO DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC, onde foi eleito para Presidente da Diretoria Executiva o Doutor NELSON DE MORAES LOPES, no dia 8 de março de 1968. Tomou posse em 23 de maio de 1968. No entanto, o Dr. NELSON, em janeiro de 1970, veio a falecer. Com a morte do presidente da Diretoria Executiva, substituiu-o o CAPITÃO FRANCISCO MOLINARI, em reunião do CONSELHO SUPREMO de 7 de janeiro de 1970.

 

Diretores da entidade, João Cintra Filho e Francisco Molinari desentranharam dos arquivos um ofício enviado em 1.963 ao Sr. Prefeito; dão-lhe nova redação, atualizando-o, e no dia 20 de maio de 1.968 entregaram ao General Meirelles Maia, Presidente da Sociedade. No dia 22 de maio, na casa do Comandante Saldanha da Gama, na solenidade de outorga da Medalha MMDC ao Senhor Prefeito Brigadeiro Faria Lima e personalidades, o Presidente da Sociedade faz entrega do documento em que pede uma sede para o MMDC.

 

O Brigadeiro Faria Lima ficou surpreso ao saber em que condições eram realizadas as atividades da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC assinando um ofício endereçado ao Tenente-Coronel Flávio Capeletti, seu chefe de gabinete militar da Prefeitura. Dizendo que a sede do MMDC teria de ser resolvida em oito dias

 

Na semana seguinte são chamados à Prefeitura João Cintra, Francisco Molinari e o Presidente recem-eleito, Nelson de Moraes Lopes, para decidirem quanto à escolha de um prédio – um na rua Conde do Pinhal, 88 e o outro na rua Anita Garibaldi, 25. Foi escolhido o segundo endereço.

 

O processo foi encaminhado a Coordenaria das Regionais (Sub-Prefeitura da Sé) que não o acolheu favorável. Voltou o mesmo às mãos do Prefeito que, com novo ofício da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, insistindo na escolha do prédio, sendo então homologado pelo Prefeito.

 

Em meados de novembro de 1.968, a Sociedade recebia aviso para desocupar urgentemente os Box da Galeria Prestes Maia onde funcionava, precariamente, a sede. Era Presidente na época, Nelson Moraes Lopes.

 

O DECRETO MUNICIPAL Nº 7.541, de 5 de julho de 1.968 autorizou a permissão de uso, a título precário, de imóvel de propriedade Municipal, na Rua Anita Garibaldi, º 25.

A Assembléia Legislativa, pelo Presidente Doutor Nelson Pereira, colocou à disposição da Sociedade o mobiliário que pertenceu à antiga Assembléia, colaborando com a Sociedade.

Finalmente, a Sociedade deixava a Galeria Prestes Maia e se instalou definitivamente na Rua Anita Garibaldi, nº 25, onde desenvolve suas atividades até os dias de hoje.